Odin semana 3 — três semanas depois, ele começa a entender

por Paul | 15-10-2026 | Aventuras de Odin e Zara, Diário

Duitse Herder heropvoeding week 3

Silly Shepherds · tempo de leitura: aproximadamente 7 minutos

Três dias. Três semanas. Três meses.

A regra 3-3-3 diz, em linhas gerais, que, por volta das primeiras três semanas, um cão começa a entender melhor como será sua nova vida. E, sinceramente? Com Odin, parece fazer bastante sentido.

A terceira semana começou no dia 17. Odin ainda manca um pouco, os remédios estão fazendo efeito e ele está claramente mais disposto do que nos dias anteriores. Hora de continuar construindo.

🐾 O soprador para cães — um novo capítulo

Dia 17. Cães molhados precisam secar. Zara fica ali, toda satisfeita, enquanto o jato de ar passa pelo corpo inteiro. Odin? Não quer saber daquilo de jeito nenhum.

Então começamos com cuidado. Guia curta, longe da cabeça, na parte de cima das costas e por baixo da barriga. Ele ficou parado — contrariado, mas ficou.

Dia 22: ficou parado de novo. Ainda não deixa chegar perto da cabeça. Mas no resto do corpo, tudo bem. Com repetição, vai aprender.

🐾 Zara — a mudança silenciosa

Uma coisa que percebo cada vez mais nesta semana: Zara também está mudando.

Cada vez mais, ela passeia como Ayla fazia — bem atrás de mim, lendo tranquilamente o “jornal” dos cheiros, farejando tudo. Se eu não chamar de vez em quando, quase a perco de vista. Está um pouco menos atenta, mais ocupada com as próprias coisas.

Em parte, são os hormônios depois do cio. Em parte, o calor. Mas também tem Odin — ela vê que ele testa os limites e parece pensar: se ele pode...

No dia 16, isso mudou — com 24 graus, ela finalmente não se deixou intimidar e se divertiu visivelmente nas corridas com Odin. A terceira semana mostra que essa energia continua ali, quando a temperatura permite.

🐾 Garry, Charlie e novos encontros

A terceira semana trouxe avanços com cães que Odin já conhecia e também novos encontros.

Garry no espaço dos cães — no dia 20 e no dia 24. Um cão que deixa seus limites muito claros. Odin sempre dispara na direção dele, o outro se assusta e dá uma advertência. Mas Odin não revida. Tenta entender. Observa. Anda em círculos. Ainda precisa aprender que nem todo cão está esperando uma chegada tão empolgada. Garry deixa isso bem claro. E, enquanto estamos por perto e impedimos que a situação se agrave, são justamente esses encontros que nos ensinam muita coisa.

Com Charlie — o macho não castrado do vizinho, que não costuma ceder espaço a outro cão —, as coisas estão cada vez melhores. Os dois na guia, andando tranquilamente lado a lado. Um pequeno passo, mas um avanço de verdade.

🐾 Treinamento — repetir e avançar aos poucos

Sentar está se tornando cada vez mais natural. Nos semáforos, antes de colocar a guia, no portão do espaço dos cães — ele senta. Quem vê sempre reage de forma positiva. Isso também é uma recompensa.

Dia 20, junto à caixa de distribuição de energia — sempre peço que Zara se apoie nela com as patas da frente para facilitar a colocação da guia. Odin vê e simplesmente faz igual. Sem que eu tenha pedido. São esses pequenos momentos.

E, nos semáforos, agora os dois já sentam automaticamente. Há dez dias, isso seria impensável.

Nos passeios, ainda usamos uma coleira de corrente do tipo enforcador para mantê-lo perto quando reage de forma intensa demais a outros cães. Ele precisa dela cada vez menos — agora, às vezes, só o som já basta para recuperar sua atenção. Meu objetivo é que, com o tempo, ele não precise mais dela.

🐾 O texugo — dia 14, mas não esquecido

Vamos voltar um instante ao dia 14 — porque isso merece ser contado. Ficamos a cinco metros de um texugo grande. Zara permaneceu quietinha no lugar. Odin quis sair atrás dele na mesma hora. Eu filmei.

A terceira semana mostra que ele não esqueceu. Toda noite, no último passeio, procura entre os arbustos. Aquele texugo não sai da cabeça dele. E, sinceramente, nem totalmente da minha.

🐾 Três semanas — o balanço

Do dia 1 ao dia 24. De uma corda como guia a uma coleira larga só dele. De quase atacar uma labradora a passar tranquilamente por um pastor-branco e um pastor-belga-malinois.

Ele me segue o dia inteiro. Quando vou ao banheiro, espera na porta. À noite, vem se deitar ao meu lado, na própria manta. E, quando o corrijo, depois procura minha aprovação — um carinho, um sinal de que está tudo bem.

Não é um cão difícil. É um cão que finalmente está aprendendo o que significa ter um lar.

Na próxima semana tem mais. Porque estamos só começando.

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