Odin, semana 12 — Tempestade lá fora, agitação na guia

por Paul | 2-11-2026 | Aventuras de Odin e Zara, Diário

Odin week 12

Silly Shepherds · tempo de leitura: cerca de 6 minutos

Quinta-feira de manhã. Em frente ao portão do parque dos cães.

Odin sabe exatamente o que tem do outro lado.

Correr. Ir atrás da Zara. Mais uma volta. E, acima de tudo, nada de esperar.

Mas, nesta manhã, começamos com uma coisa pequena.

Sentar um pouco. Ficar ali um pouco.

Dois segundos, ele consegue.

No terceiro, o senhor já está saindo do lugar.

Depois de quase três meses juntos, estamos começando, aos poucos, a praticar um pouco mais. E aqueles primeiros segundos diante de um portão já me dizem bastante.

Não temos pressa. Mas trabalho não falta.

🐾 Segunda-feira — Zara quase não tem descanso

Na segunda-feira, eles puderam correr soltos à vontade durante o passeio mais longo. Estava tranquilo e havia espaço.

Odin aproveitou muito bem.

Só que também não largava do pé da Zara. Brincava de lutar, chamava para mais e ficava em cima dela. Ela mal tinha a chance de fazer alguma coisa por conta própria.

É bonito ver os dois brincando juntos. Mas, quando um não para, também preciso observar se o outro ainda está se divertindo.

Enquanto isso, uma coisa me chamou a atenção: Odin não me perdia de vista.

Onde eu estou? O que estou fazendo? Vou reagir?

No começo, nem sempre era assim. Agora, mesmo correndo, ele olhava para mim várias vezes.

Continua sendo um cão agitado. Mas um que confere cada vez mais onde estou.

São pequenas coisas que a gente só percebe quando sai junto todos os dias.

🐾 Uma semana comum, com cada vez mais vento

As manhãs geralmente começavam no parque dos cães. Garry muitas vezes já estava lá.

Um pouco de corrida, um pouco de brincadeira e depois seguíamos pela Heerlerbaan.

No meio do dia, o passeio curto. Por volta das cinco, outra saída mais longa. E, tarde da noite, mais uma volta.

A rotina continua. Mesmo quando o tempo tem outros planos.

Na quarta-feira, fomos para o bosque um pouco mais tarde do que de costume. Antes, eu tinha ido com Stella ver uma bicicleta. Não era o que ela procurava, então depois saí direto com os cães.

A essa altura, já estava escuro e ventava bastante.

Havia várias árvores caídas. Nessas horas, a gente olha de outro jeito para um caminho tão conhecido. O bosque podia esperar por um momento mais tranquilo.

No último passeio da noite, o vento ficou ainda mais forte.

Pelo menos ainda não estava chovendo.

Nesta semana, isso já estava começando a parecer um luxo.

🐾 Quinta-feira — pedir com calma funciona melhor

No portão do parque, começamos praticando a espera.

Para Odin, foi difícil. Ele queria entrar e tinha pouca paciência para aquela nova parada no caminho.

Quando chamei ele de volta, vi que se assustou.

Isso ainda mexe comigo. Eu peço alguma coisa, mas percebo nele que, naquele momento, meu jeito de pedir foi demais.

Não tenho como saber exatamente por que ele reage assim. O que consigo ver é que o meu tom de voz faz diferença.

Pedir com mais calma ajudou.

No fim, ele conseguiu ficar sentado por um pouco mais de tempo. Depois, toda aquela energia saiu de uma vez. No parque, ficou agitado, não parava de ir atrás da Zara e tinha dificuldade para sossegar.

Na saída, Odin esbarrou numa pessoa. Por sorte, ela conseguiu se manter em pé.

Ali, precisei intervir. Queria Odin perto de mim para colocar a guia.

Meu primeiro chamado, mais severo, não ajudou. De novo, vi aquele susto.

Então falei com mais calma.

Aí ele veio, e consegui prender a guia.

Um limite continua sendo um limite. Não dá para quase derrubar alguém. Mas também quero que Odin se sinta seguro para vir até mim.

Naquela manhã, precisei prestar tanta atenção em mim quanto nele.

🐾 Sexta-feira — cães molhados e um dono irritado

Na sexta-feira à noite, o tempo fechou de vez.

Vendaval. Chuva. E, pelo radar de chuva, aquilo não ia acabar tão cedo.

Esperar a chuva passar não adiantaria muito. Com aquele vento, também não íamos ao bosque. Então escolhemos um campo aberto onde eles pudessem correr.

E como correram.

Brincavam, iam um atrás do outro e estavam claramente se divertindo. Enquanto eu ficava ali, no meio daquele tempo, os dois estavam adorando.

Em casa, começou a próxima etapa: secar com o soprador debaixo da cobertura.

Odin deixou que eu cuidasse dele numa boa. Quando terminei, abri a porta para ele entrar.

Zara viu a oportunidade.

Também vou entrar, deve ter pensado.

Só que ela ainda estava molhada. Muito molhada.

Chamar de volta não adiantou, e ela já estava sujando tudo lá dentro. Fiquei bravo, segurei a guia com mais força do que precisava e a puxei de volta para fora.

Não foi um bom momento meu.

Isso também faz parte de um diário sincero. Gosto de escrever sobre paciência e calma, mas eu também não tenho as duas sempre à disposição.

De volta ao soprador, Zara relaxou. No fim, chegou até a se ajeitar para aproveitar melhor.

Principalmente na barriga, ela adora.

Cabeça de lado. Língua meio para fora.

Ela já estava curtindo de novo. Eu ainda estava pensando na minha reação.

🐾 Sábado — só observar dois cães brincando

No sábado, Stella foi junto no passeio do meio do dia.

Perto do fim, Zara começou a chamar Odin para brincar. Havia espaço, então soltei ele também por um pouco.

Quinze minutos de corrida e brincadeira.

Gosto de ver isso. Dois cães que procuram um ao outro, correm um atrás do outro e se divertem juntos.

Depois de tantos momentos em que preciso prestar atenção, chamar de volta ou segurar as guias, é bom também poder simplesmente parar e olhar.

Mais tarde, durante uma pausa na chuva, de repente a rua ficou cheia. Parecia que todo mundo tinha pensado a mesma coisa: agora dá para sair um pouco.

Então mantive os cães comigo e terminamos o passeio com as guias.

Chegamos em casa quase secos.

Para esta semana, um ótimo resultado.

🐾 Domingo — lama, buracos e um velho conhecido

No domingo de manhã, Garry e Sem estavam no parque.

Sem já conhecia Ayla. Zara adora ele e sempre procura sua companhia. Para Odin, ele era menos familiar, então observei um pouco para ver como seria.

Deu tudo certo.

Não ficamos muito tempo. Com tanta chuva, o parque estava bem enlameado e ainda cheio de buracos cavados pelos cães.

Isso me incomoda.

Eu mesmo já fechei aqueles buracos várias vezes. Outras pessoas também. Dá bastante trabalho e, às vezes, logo está tudo aberto de novo.

Com as poças por cima, mal dá para enxergar onde colocar os pés. Fica ruim para caminhar, tanto para as pessoas quanto para os cães.

Todo mundo divide aquele espaço. Então também queremos que os outros possam usar o lugar com segurança, certo?

Fechar um buraco depois que o seu cão cavou já faria tanta diferença.

Naquela manhã, ficamos pouco e voltamos para casa pela Heerlerbaan.

🐾 Doze semanas — os dois continuam aprendendo

No fim da tarde de domingo, fomos de carro até a área onde os cães podem correr soltos, perto da Cranenbroek, em Landgraaf.

Chuva e vento. Pouca gente. Muito espaço para os cães.

Os relógios tinham voltado uma hora com o fim do horário de verão, então escurecia ainda mais cedo. Levamos as luzinhas.

Odin ainda tinha energia de sobra. Zara entrou na brincadeira.

Esta semana me mostrou, principalmente, quantas coisas podem acontecer ao mesmo tempo.

Odin olha mais para mim enquanto corre. Mal consegue esperar diante de um portão. Assusta-se com uma voz severa, mas vem quando peço com calma.

E eu, que quero ensinar ele a ficar mais tranquilo, também perdi a paciência na sexta-feira.

Estamos juntos há doze semanas.

A familiaridade está crescendo. Conhecemos cada vez mais os hábitos um do outro. Mas isso não faz com que tudo fique claro ou fácil de uma hora para outra.

Então seguimos com pequenos momentos.

Esperar um pouco. Pedir com calma. Interromper antes de passar do ponto.

E, no meio disso tudo, deixar espaço para dois cães disparando um atrás do outro pela grama molhada.

Depois do último passeio, mais uma secada com o soprador em casa.

Por aquele dia, já estava bom para todo mundo.

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