Odin semana 2 — um passo à frente, dois para trás e, no fim, uma consulta veterinária

por Paul | 15-10-2026 | Aventuras de Odin e Zara, Diário

Duitse Herder heropvoeding week 2

Silly Shepherds · tempo de leitura: aproximadamente 7 minutos

A segunda semana começou promissora. No dia 8, tínhamos passado pela labradora do primeiro dia sem nenhum problema. Encontramos uma rotina. O comando de sentar estava indo razoavelmente bem. A coleira de corrente estava cumprindo seu papel.

E então Odin saltou de algum lugar e machucou o cotovelo.

É assim com os cães. E com a vida em geral.

🐾 A lesão — dia 9

Domingo, 9 de agosto. Odin está mancando. Nada dramático, nada quebrado — mas o suficiente para perceber. Ele brinca e esquece por um momento, mas, quando para, fica evidente de novo.

Fazemos massagem. Refrescamos a região na piscininha — algo que ele mesmo já faz, esperto que é. E diminuímos o ritmo dos passeios.

No dia 12, ligo para o veterinário. Cinco dias mancando já são suficientes. Nosso veterinário — o melhor do sul dos Países Baixos, e ainda atende em casa — consegue um horário às 17h30. Diagnóstico: entorse no cotovelo. Medicação para dor e inflamação durante 24 dias. Damos o primeiro comprimido na hora.

E então começa a aventura com o remédio.

Naquela noite — depois do primeiro comprimido — Odin vomita tudo. Ração, muco, tudo mesmo. Parece visivelmente envergonhado e está claramente assustado. Limpamos sem fazer drama, deixamos que beba um pouco de água e saímos por um instante para tomar ar. A noite passa bem.

Dia 14, duas da madrugada: de novo. Agora, mais muco do que ração.

Trocamos para cordeiro e arroz — Purina Pro Plan Sensitive Digestion no lugar da versão de salmão. Mais leve para o estômago. E isso ajuda. Ele consegue manter os comprimidos no estômago, e as saídas de madrugada acabam.

🐾 A surpresa do remédio para dor

Aqui está uma coisa que eu não esperava.

Dia 13 — assim que começa a se sentir fisicamente melhor, volto a ter um cão cheio de disposição. Mais energia. Mais ele mesmo. E, portanto, mais do comportamento habitual. Quatro correções diante de três cães diferentes no mesmo dia.

Porque um Odin sem dor é um Odin querendo conquistar o mundo de novo.

Treinar cães é dar um passo à frente e dois para trás. Eu sei disso. Mas foi um bom lembrete.

🐾 Zara — a mudança silenciosa

Uma coisa que percebi nesta semana: Zara também está mudando.

Está um pouco menos atenta. Um pouco menos pronta para responder. Agora, a postura é: se não der hoje, amanhã também serve.

Em parte, é o calor — ainda faz de 30 a 36 graus no sul de Limburgo, e o cio já consumiu a energia dela. Mas, em parte, também é Odin. Ela vê que ele testa os limites e parece pensar: se ele pode...

No dia 16, o cenário mudou. Odin a provocou para brincar no espaço dos cães, e Zara — até então sempre a meiguinha que prefere pular no meu colo a impor seus limites — não se deixou intimidar. Correu. Brincou. Estava visivelmente se divertindo.

Com 24 graus em vez de 36, ela é outra cadela. Também é bom saber disso.

🐾 O que aprendemos na semana 2

Sentar está se tornando cada vez mais natural. Antes de colocar a guia, antes de entrar no espaço dos cães, nos semáforos — ele senta. Ainda não sempre, ainda não em todo lugar, mas já está pegando o jeito.

Exercícios de salto: Zara já salta sobre postes baixos quando peço — na ida e na volta, com muita comemoração. Odin fez algumas vezes com ajuda e gostou. Por enquanto, isso basta.

Nos passeios, ainda usamos uma coleira de corrente do tipo enforcador para mantê-lo perto quando reage de forma intensa demais a outros cães. Meu objetivo é que, com o tempo, ele não precise mais dela.

🐾 Onde estamos agora

Duas semanas. Uma entorse no cotovelo. Duas noites de vômito. Um cão de vontade forte que, depois do remédio para dor, voltou com tudo.

E, mesmo assim.

Ele me segue o dia inteiro. Quando vou ao banheiro, espera na porta. À noite, vem se deitar ao meu lado, na manta reservada para ele. Procura minha aprovação depois de cada correção — um carinho, um sinal de que está tudo bem.

Não é um cão difícil. É um cão que nunca aprendeu como as coisas funcionam. E que agora está descobrindo, dia após dia.

Na próxima semana tem mais. Porque a história continua.

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Isto não é um guia de treinamento. É o nosso diário sincero de um cão que merece uma segunda chance — e de um tutor que não desiste. Semana após semana. Passo a passo.

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